quarta-feira, 28 de outubro de 2009

Gordura ‘boa’ de bebê mantém adultos magros


Adultos que retêm um tipo de gordura que bebês possuem, considerada uma gordura "boa", podem estar protegidos contra obesidade e diabetes do tipo 2 - de acordo com cientistas americanos.

Ao contrário da gordura branca comum, que armazena energia, a gordura marrom, a "boa'" queima calorias para produzir calor.

Acreditava-se, no entanto, que a ela estava presente no organismo apenas durante a infância.

Os pesquisadores do Joslin Diabetes Center, em Boston, nos Estados Unidos, verificaram não apenas que alguns adultos possuem esse tipo de gordura, mas também que adultos magros apresentam maiores quantidades da gordura marrom do que os mais obesos.

As revelações, publicadas na revista científica New England Journal of Medicine, podem ser úteis na criação de futuros tratamentos.

Segundo os pesquisadores, um dia talvez seja possível estimular a formação de gordura marrom no organismo para controlar o peso e melhorar o metabolismo da glicose, evitando a obesidade e a diabetes do tipo 2.

Pescoço

No estudo, que teve a participação de cerca de 2 mil pacientes, os cientistas americanos encontraram indícios da presença da gordura marrom em 7,5% das mulheres e 3% dos homens.

Os pesquisadores identificaram ainda outros 33 pacientes cujos registros clínicos indicaram a presença da gordura marrom.

As maiores concentrações da substância em adultos tendem a ser localizadas na região do pescoço.

Quando analisaram amostras de tecido de dois desses pacientes, os cientistas detectaram a presença de uma proteína capaz de gerar calor conhecida como UCP-1, que é encontrada apenas na gordura marrom.

Embora os números de pacientes com gordura marrom identificados nesse estudo sejam pequenos, os cientistas acreditam que os índices sejam maiores, já que menores quantidades de gordura marrom ou de gordura marrom menos ativa podem passar desapercebidas nos exames.

Os americanos acreditam, na verdade, que a maioria dos adultos possui gordura marrom em alguma quantidade, mas as concentrações dependem de alguns fatores, entre eles, o peso da pessoa.

O estudo revelou que pacientes mais jovens tendem a ter maiores quantidades de gordura marrom. E que a substância fica mais ativa em temperaturas mais baixas, o que confirma seu papel de queimar energia para gerar calor.

Glicose

A gordura marrom também é mais comum em adultos magros e com níveis normais de glicose no sangue - o estudo revelou.

Isto, segundo os pesquisadores, indica que ela desempenha um papel importante no controle do peso e que índices mais altos de gordura marrom podem proteger contra a obesidade.

"Há muito se debate se a gordura marrom existe em adultos humanos e se ela é importante fisiologicamente", disse o pesquisador Ronald Kahn.

"Esse estudo demonstra que ela está presente e parece ser fisiologicamente importante em termos do peso e do metabolismo da glicose".

"Nós esperamos que isso abra um novo campo terapêutico para a obesidade e para a diabetes do tipo 2, a partir de uma modificação na atividade da gordura marrom".


A equipe de Kahn já mostrou que uma proteína chamada BMP-7, conhecida por seu papel na indução do crescimento do osso, também pode ajudar a promover o desenvolvimento de gordura marrom em roedores.


Comentando o estudo, John Wilding, da Liverpool University, na Inglaterra, disse que "a pesquisa é interessante, mas não vai criar uma pílula milagrosa para a obesidade".


"Mesmo se pudermos ativar a produção de gordura marrom, o que ainda está bastante distante, é provável que os efeitos sejam modestos".

Médicos belgas inventam berço que evita regurgitação em bebês

Márcia Bizzotto

De Bruxelas para a BBC Brasil

O novo berço antirregurgitação
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Bebê fica em um ângulo de 40 ou 50 graus

O departamento de pediatria do Hospital Universitário de Bruxelas, na Bélgica, desenvolveu um berço capaz de evitar a regurgitação, um problema estomacal que afeta um entre cada cinco bebês e pode causar irritação no esôfago.

A técnica, descrita na última edição da revista especializada Archives of Disease in Childhood, do British Medical Journal, consiste em fazer com que a criança durma de barriga para cima e inclinada em um ângulo de 40 ou 50 graus.

"A regurgitação acontece quando o estômago do bebê está cheio, então um pouco dos líquidos estomacais sobem ao esôfago. A inclinação proporcionada pelo berço antirregurgitação é ideal para evitar que isso aconteça, sem maior desconforto para o recém nascido", explica o doutor Yvan Vandenplas, um dos idealizadores do berço.

Os benefícios foram observados em um estudo realizado com 25 bebês de entre três semanas e três meses que não respondiam aos tratamentos convencionais com medicamentos ou alimentação especial.

Depois de uma semana utilizando o novo berço, 75% deles reduziu o índice de refluxo – porcentagem de tempo em que se observa ácido no esôfago da criança, calculado pela medição do pH nesse órgão – para 10,1% em média em relação aos 18,6% iniciais.

"Levando em conta o período de desespero entre os pais quando seus bebês não param de chorar, o berço oferece uma solução muito mais rápida que os tratamentos convencionais: as melhoras começam a ser observadas já no primeiro dia de uso", diz Vandenplas.

Ele diz, entretanto, que o estudo ainda está em fase "preliminar" e o berço ainda precisa ser avaliado em um grupo maior de bebês.

Conforto
O novo berço antirregurgitação
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Colchão é mais espesso na parte inferior, para apoiar os pés do bebê

Para evitar que o bebê escorregue na cama, o colchão é mais espesso na parte inferior, formando um degrau de apoio para os pés.

A criança é posicionada dentro de uma espécie de cadeirinha de tecido acoplada à capa que reveste o colchão e envolvida por um saco de dormir, o que impede qualquer movimento.

Apesar da posição pouco convencional que o berço exige, os pais das crianças observadas pelo estudo avaliaram com nota oito, de uma escala de dez, o nível de conforto proporcionado pelo berço, afirma Serge Vleeschouwer, representante da companhia belga Multicare, responsável pela fabricação.

Na Bélgica o invento pode ser alugado em algumas farmácias por diárias de 1,75 euros por dia (cerca de R$ 4,60).

'Dormir ao lado de bebês é grande fator de risco de morte súbita de berço'


Bebê

Dormir com a barriga para cima diminui risco de morte súbita, dizem especialistas

Metade dos casos de síndrome de morte súbita de lactentes na Grã-Bretanha está relacionada ao hábito de alguns pais de dividir as camas com os filhos, de acordo com um estudo da Universidade de Bristol, publicado no site do British Medical Journal.

Grande parte do risco está associada ao consumo de álcool ou cigarro dos pais, ou ao uso de sedativos antes de dormir.

Muitas das mortes ocorreram quando pais e filhos dormiram juntos em um sofá.

Apesar de as taxas de síndrome de morte súbita terem caído dramaticamente na Grã-Bretanha desde uma campanha de saúde pública no início dos anos 90, ainda é necessário aconselhamento específico para ajudar a reduzir ainda mais essas mortes, afirmam os pesquisadores da Universidade de Bristol.

“Os pais precisam ser aconselhados a nunca se colocar em uma situação em que possam pegar no sono com um bebê pequeno no sofá.”

Os pais também jamais devem dormir com um bebê em um ambiente em que tenham consumido álcool ou drogas, aconselhou a equipe.

Mas os autores do estudo ressaltaram que, ainda assim, alguns pais ainda querem dividir a cama com os filhos, em particular se eles precisarem amamentar os bebês várias vezes durante a noite, e que essa prática não deve ser vista como totalmente errada.

Mas é preciso lembrar que ela pode provocar cansaço nos pais que, durante o dia, correm o risco de cochilar no sofá com os filhos, alertam os pesquisadores.

Um outro estudo, feito pela Fundação para o Estudo da Morte de Bebês (FSID, na sigla em inglês), mostrou que 125 das 500 mães entrevistadas ainda duvidam que dormir ao lado de seus bebês pode ser um grande fator de risco.

A diretora da FSID, Joyce Epstein, disse que as conclusões do estudo são alarmantes.

“Sabemos que as que formam o maior grupo de risco risco são mães muito jovens, geralmente solteiras, ainda na adolescência, e são também as que mais rejeitam conselhos sobre formas seguras de dormir.”

Ninguém sabe exatamente quais são as causas da síndrome da morte súbita do lactente, mas alguns fatores de risco – como posição durante o sono e temperatura do ambiente – foram identificados.

Em um quinto dos casos de morte súbita – também conhecida como morte do berço – o bebê dormia com um travesseiro, e em um quarto dos casos, o bebê estava enrolado nas cobertas, o que podem ser novos fatores de risco, dizem os autores.

terça-feira, 27 de outubro de 2009

Como é um bebê normal?


© Equipe Editorial Bibliomed


Essa discussão sobre características temporárias do recém-nascido é organizada por partes do corpo. Um pequeno número de defeitos congênitos que são inofensivos, porém permanentes também estão incluídos.

Cabeça

1- Moldagem

A moldagem se refere ao formato comprido, estreito e em forma de cone, que resulta da passagem através do canal de parto. Esta compressão da cabeça pode temporariamente esconder a fontanela ("moleira"). A cabeça retorna ao normal em poucos dias.

2- Bossa

Isso se refere ao inchaço no topo da cabeça ou ao longo do couro cabeludo causado pelo líquido empurrado para dentro do couro cabeludo durante o processo de nascimento. A bossa está presente ao nascimento e desaparece em poucos dias.

3- Cefalohematoma

É uma coleção de sangue, causada pelo atrito entre o crânio da criança e os ossos pélvicos maternos durante o parto. O hematoma é normalmente confinado a um lado da cabeça e aparece no segundo dia de vida e pode crescer por mais de cinco dias, podendo permanecer visível até que o bebê tenha de 2 a 3 meses de idade.

4- Fontanela anterior

A "moleira" se encontra no topo da parte frontal do crânio. Ela tem formato de diamante e é recoberta por uma fina camada fibrosa. A função da "moleira" é permitir o crescimento rápido do cérebro. Essa área pulsa normalmente com cada batimento cardíaco. Ela se fecha quando o bebê tem entre 12 a 18 meses de idade.

Olhos

1. Pálpebras inchadas

Os olhos podem estar inchados por causa de pressão na face durante o parto. Eles também podem estar inchados e avermelhados se o colírio de nitrato de prata tiver sido usado. Esta irritação deve desaparecer em 3 dias.

2. Hemorragia subconjuntival

Uma hemorragia em formato de chama, no branco do olho não é incomum, não oferece risco e é causada pelo trauma do nascimento. O sangue é reabsorvido em duas a três semanas.

3. Cor da íris

A íris é normalmente azul, verde, cinza, ou marrom, ou de variações destas cores. A cor permanente da íris é freqüentemente incerta até seu bebê alcançar 6 meses de idade. Bebês brancos nascem com olhos azul-acinzentados. Bebês negros nascem normalmente com olhos marrom-acinzentados. Crianças que terão íris escuras mudam a cor do olho por volta dos 2 meses de idade; crianças que terão íris de cores claras normalmente mudam por volta dos 5 a 6 meses de idade.

4. Entupimento do ducto lacrimal

Se o olho de seu bebê está continuamente úmido, ele pode ter um ducto lacrimal entupido. Isto significa que o canal que normalmente leva lágrimas do olho para o nariz esta bloqueado. É uma condição comum, e mais de 90% dos ductos lacrimais bloqueados desobstruem até que a criança tenha 12 meses de idade.

Orelhas

1. Dobrada

As orelhas de recém-nascidos são comumente macias e moles. Às vezes uma das extremidades se dobra. A orelha voltará a forma normal assim que a cartilagem endurecer durante as primeiras semanas.

2. Covinha na orelha

Aproximadamente 1% das crianças normais tem uma cova pequena na frente da orelha. Este pequeno defeito congênito não é importante a menos que se infeccione.

Nariz achatado

O nariz pode se deformar durante o nascimento ficando achatado ou torto e voltará ao normal por volta de uma semana de idade.

Boca

1. Calo de sucção (ou bolha)

O calo de sucção acontece no centro do lábio superior devido ao atrito constante deste ponto durante a amamentação no peito ou mamadeira. Desaparecerá quando a criança começar a usar o copo. Um calo de sucção também pode se desenvolver no dedo polegar ou no punho.

2. Língua presa

A língua normal em recém-nascidos tem um freio curto e estreito que a conecta ao assoalho da boca. Este freio normalmente se estende com o tempo de movimento e crescimento. Bebês com sintomas de língua presa são raros.

3. Pérolas epiteliais

Pequenos cistos (contendo fluido claro) ou úlceras brancas e rasas podem acontecer ao longo da linha gengival ou no céu da boca. Isto é resultado do bloqueio das glândulas mucosas e desaparecem depois de 1 ou 2 meses.

4. Dentes

A presença de um dente ao nascimento é incomum. Aproximadamente 10% são dentes extras sem uma estrutura de raiz. Os outros 90% são dentes normais nascidos prematuramente. A distinção pode ser feita com uma radiografia. Os dentes extras devem ser removidos por um dentista. Os dentes normais só precisam ser removidos quando ficam bambos (com perigo de sufocamento) ou se causam feridas na língua de seu bebê.

Mama crescida

Mamas inchadas estão presentes durante a primeira semana de vida em muitos bebês do sexo feminino e masculino. Elas são causadas pela passagem de hormônios femininos pela placenta da mãe e permanecem inchadas durante duas ou quatro semanas. Podem ficar inchadas mais tempo em crianças amamentadas no peito e nos bebês do sexo feminino. Um peito pode desinchar um mês ou mais antes do outro. Nunca esprema o peito porque isto pode causar infecção. Procure ajuda médica se a mama inchada desenvolver vermelhidão, calor ou dor.

Órgãos genitais das meninas

1. Lábio vaginal inchado

Os pequenos lábios podem estar inchados em meninas recém-nascidas, por causa da passagem de hormônios femininos pela placenta. O inchaço desaparecerá em duas a quatro semanas.

2. Projeções no hímen

O hímen também pode estar inchado devido ao estrógeno materno e ter projeções, de aproximadamente 12mm, compostas de tecido róseo e liso. Estas projeções normais acontecem em 10% das meninas recém-nascidas e lentamente regridem em duas ou quatro semanas.

3. Corrimento vaginal

Como os hormônios maternos declinam no sangue do bebê, um corrimento claro ou branco pode fluir da vagina ao final da primeira semana de vida. Ocasionalmente o corrimento ficará rosa ou tingido de sangue (falsa menstruação). Este corrimento normal não deve durar mais de 2 ou 3 dias.

Órgão genitais dos meninos

1. Hidrocele

O escroto do recém-nascido pode estar cheio de fluido claro. O fluido é empurrado para o escroto durante o nascimento. Este fluido claro é chamado "hidrocele". A hidrocele é comum em recém-nascidos do sexo masculino e pode levar de 6 a 12 meses para desaparecer completamente. Não causa maiores problemas, mas deve ser reavaliada através de consultas regulares. Se a hidrocele mudar de tamanho freqüentemente, deve haver uma hérnia associada e então deve-se procurar um médico.

2. Testículos que não descem

O testículo não está no escroto em aproximadamente 4% dos recém-nascidos a termo (nascidos no tempo certo) do sexo masculino. Muitas vezes estes testículos descem gradualmente para a posição normal durante os meses seguintes. Em meninos de 1 ano de idade, só 0.7% têm testículos que não desceram; estes testículos precisam ser corrigidos cirurgicamente.

3. Prepúcio apertado

A maioria dos recém-nascidos do sexo masculino, não circuncisados, tem um prepúcio apertado o que não permite a exposição da cabeça do pênis. Isto é normal e o prepúcio não deve ser retirado.

4. Ereções

Ereções são comuns nos recém-nascidos do sexo masculino, assim como em todas as idades. Elas são normalmente estimuladas pela bexiga cheia. As ereções demonstram que os nervos penianos são normais.

Ossos e articulações

1. Quadris apertados

O médico de sua criança testará o quanto as suas pernas podem ser separadas para se certificar que os quadris não são muito apertados. A abertura das pernas até que elas atinjam o plano horizontal, quando estão dobradas, é chamada "90 graus de abertura" (Menos de 50% dos recém-nascidos normais alcançam essa abertura completa). A abertura de 60 graus em cada perna é considerada normal. A causa mais comum de quadris apertados é a luxação de quadril.

2. Torção da tíbia

A parte inferior da perna de seu bebê (tíbia) freqüentemente fica encurvada por causa da posição que ela ficara dentro do útero. Ao levantar seu bebê, você também poderá notar isto. Essas curvas são normais e desaparecerão quando ele estiver caminhando por volta de 6 a 12 meses.

3. Pé virado para cima, para dentro, ou para fora

O pé pode se virar em qualquer direção dentro do útero apertado por ser flexível e pode voltar facilmente a posição normal entre 6 e 12 meses de idade.

4. Segundo dedo do pé maior que o dedão

O segundo dedo do pé é maior que o dedão devido à hereditariedade em alguns grupos étnicos mediterrâneos, especialmente os egípcios.

5. Unhas dos dedos do pé encravadas

Muitos recém-nascidos têm unhas macias que se dobram e encurvam facilmente. Porém, elas não são verdadeiramente encravadas porque não entram na carne.

Cabelo

1. Cabelo temporário

Os cabelos ao nascimento, na maioria das vezes, são escuros. Este cabelo é temporário e começa a cair por volta de 1 mês de idade. Em alguns bebês ele cai gradualmente enquanto o cabelo permanente está nascendo; em outros isto acontece rapidamente e o bebê fica temporariamente careca. O cabelo permanente aparecerá por volta dos 6 meses e pode ter uma cor completamente diferente do inicial.

2. Penugem (lanugem)

Lanugem é o pêlo felpudo que às vezes está presente nas costas e ombros do recém-nascido. Ele é mais comum em crianças prematuras e soltará sozinho, por volta de duas ou quatro semanas de idade.

Cólica (O Bebê que Chora)

Definição

Cólica é um choro inexplicável que não é causado por dor ou fome.

Os acessos de choro habitualmente duram de 1 a 2 horas, e a criança se porta bem entre os acessos e normalmente pára de chorar quando é segurada. A cólica tem início antes de 2 semanas de idade e usualmente termina aos 3 meses de idade.

Aproximadamente 1 em cada 10 bebês têm cólica. A cólica tende a ocorrer em bebês com grandes necessidades e com temperamento sensível. Cólica não resulta de maus cuidados dos pais, portanto, não se culpe. A principal causa de cólica no recém nascido é o excesso de gases. Este excesso resulta de uma má eliminação dos mesmos, principalmente porque a criança não é colocada para arrotar devidamente. A barriguinha se distende e começam as dores.

Que cuidados devem ser tomados?

1. Segure e acaricie o bebê sempre que este chorar sem motivo. Uma carícia, uma leve movimentação, é a melhor forma de ajudar o bebê a relaxar, acalmar-se e finalmente dormir. Faça massagens na barriguinha e ginástica com as perninhas, quando seu bebê estiver de estômago vazio, para eliminar os gazes. Esquentar a barriguinha e dar um chá morno (erva doce), também ajudarão.

2. Nunca coloque seu bebê na cama sem arrotar. As cólicas aumentarão e ele também corre o risco de vomitar e sufocar. Além disso, o bebê deve arrotar de uma forma efetiva. Um arroto pequeno não vai ajuda-lo.

3. Não deixe seu bebê chorar até dormir. O fato de o bebê chorar durante muito tempo seguido, fará com que ele engula ar, o que vai gerar mais cólica. Se seu bebê não parou de chorar durante algum tempo, enquanto tenta dormir, poderá ser colocado de barriga para baixo, sobre sua perna ou na cama, que isso ajudará a melhorar a cólica.

4. Descanse e consiga ajuda. Evite ficar exausta. Pais estressados aumentam a cólica de seus filhos. O mesmo acontece quando o ambiente da casa não é tranqüilo.

5. Antiespasmódicos são os medicamentos que "ajudam" a melhorar as cólicas. Mas usados de forma isolada, sem os cuidados mencionados acima, não terão efeito algum sobre elas.

Procure ajuda médica imediatamente se:

- Não conseguir achar uma forma de abrandar o choro de seu bebê.
- O bebê tiver menos de 1 mês de idade e parece estar doente.
- Tiver medo de machucar o bebê.

Procure o médico se:

- O bebê não estiver ganhando peso e estiver com fome.
- Tiver outras preocupações ou perguntas.


segunda-feira, 26 de outubro de 2009

CONJUNTIVITE

Uma epidemia de conjuntivite, que está chegando em algumas regiões do sul do país, está fazendo com que muitas pessoas busquem informações sobre o assunto.

A conjuntivite é uma inflamação da conjuntiva, que é a membrana que reveste o “branco” do olho, podendo causar alterações na córnea e nas pálpebras.

Principais Sintomas

olhos vermelhos,
secreção (o tipo depende da causa),
lacrimejamento,
pálpebras inchadas,
e sensação de corpo estranho nos olhos.

Embora as conjuntivites possam ser de causa alérgica, viral, bacteriana ou por irritação química, somente as infecciosas (virais e bacterianas) é que são contagiosas. As virais são as que mais freqüentemente são causas de epidemias.

Para combater uma epidemia é importante que as pessoas com conjuntivite, bem como as que não apresentam a infecção, tenham algumas informações que são úteis para a sua proteção e para evitar o contágio.

Como Evitar

Por tratar-se de uma doença em que o contagio acontece pelo contato físico do olho com as mãos, objetos, piscinas ou toalhas contaminadas,

Devemos evitar:

banho em piscinas públicas,
usar toalhas que não sejam de uso exclusivo,
contato com indivíduos contaminados.

A falta de cuidado pode fazer com que um aperto de mão possa se transformar em uma conjuntivite.

Todos estes cuidados devem ser verificados por pelo menos 15 dias desde o início dos sintomas nos indivíduos contaminados, já que durante este período as pessoas com conjuntivite podem ainda apresentar contágio, evitando repassá-la para outras pessoas.

Os sintomas destas conjuntivites virais são mais acentuados na primeira semana e podem durar até 4 semanas. Devido à facilidade de contágio, é comum o comprometimento dos dois olhos.

O acompanhamento do oftalmologista é importante para o diagnóstico do tipo de conjuntivite e para o adequado tratamento.

Disciplina e castigo

Disciplina e castigo - quando a criança começa andar, e às vezes até um pouco antes, ela quer conhecer o ambiente, pegar em tudo, como se tudo fosse permitido. Nessa hora, ela conhece o "não pode" falado pela mãe ou pela pessoa que cuida dela. Isso significa o colocar limites, para a proteção da criança, para sua adaptação com o ambiente e com as outras crianças e adultos e para que ela aprenda as regras sociais de convivência. É um aprendizado de como o mundo é organizado, e que varia de família para família e de sociedade para sociedade. É a chamada organização social. Essa organização social leva também a uma organização psíquica, que vai formando na criança valores e lhe dá segurança e defesas contra as frustrações futuras. Ela está aprendendo a viver com limites e com os vários "não" que experimentará pela vida afora.

A criança não tem noção do "certo" ou do "errado", mas ela vai aprendendo os valores dos adultos através de experiências repetidas e consistentes. Se todos dizem que "não pode fazer uma coisa", ela aprende. Mas se um fala que pode, outro fala que não pode (ou em um momento fala que pode e em outro momento fala que não pode), os comportamentos dos adultos não são consistentes, e a criança fica confusa e não aprende. A criança obedece muito para não perder o amor das pessoas, e também com receio de castigo físico.

A punição física, muitas vezes descontrolada, violenta, serve mais para quem pune do que para quem é punido. Por princípio deve ser sempre evitada. É preferível uma limitação física, como ser colocada assentada em uma cadeira até que se acalme ("ficar de castigo"). Isso serve para interromper uma atividade agressiva ou inadequada. Além do mais, a diferença entre punição e o abuso e violência contra a criança é muito pouca. Abuso é crime e deve ser corrigido.

É importante lembrar que em qualquer situação o ato da criança é que pode estar errado e esse ato é que não está sendo aceito. A errada não é a criança, mas o que está fazendo. Devem ser sempre evitadas expressões como "menino mau", "menino errado", " menino burro ", etc.

Bebês com pais deprimidos 'têm vocabulário menor'

Pais deprimidos interagem menos com seus filhos, diz pesquisa
Um estudo da universidade americana Eastern Virginia Medical School sugere que crianças que têm pais deprimidos têm um vocabulário menor do que as com pais saudáveis.

Por outro lado, a pesquisa, publicada na revista New Scientist, concluiu que crianças com mães com sintomas parecidos não foram afetadas.

Pesquisadores disseram que aos dois anos de idade, as crianças com pais deprimidos usavam 1,5 palavra a menos do que a média de 29.

De acordo com o pscicólogo pediátrico James Paulson, que liderou a equipe de pesquisa, a diferença parece pequena, mas quando ampliada para o vocabulário completo de uma criança, pode fazer uma grande diferença.

Isolamento

Os pesquisadores analisaram 5 mil famílias, sendo que quando as crianças tinham nove meses de idade, 14% das mães e 10% dos pais estavam deprimidos.

Eles estudaram o impacto do desenvolvimento da língua medindo quantas palavras de 50 palavras comuns as crianças estariam usando aos dois anos de idade.

Os responsáveis pela pesquisa disseram que o fenômeno pode ser causado porque pais deprimidos passam menos tempo lendo histórias para seus filhos.

Enquanto mães deprimidas não reduziam a quantidade de tempo que passavam lendo para seu bebê de nove meses, foi registrada uma redução de 9% no tempo que os pais deprimidos liam para seus filhos em relação àqueles que não tinham depressão.

Paulson, que apresentou suas descobertas em uma conferência da Associação Psiquiátrica Americana, disse que espera que o estudo encoraje pais deprimidos a procurar ajuda.

"Os homens podem não ter muita propensão a buscar ajuda por eles mesmos, mas quando outras pessoas dependem deles e são afetadas, isso pode mudar o quadro", afirmou Paulson.

Crianças brasileiras 'são mais vulneráveis à toxoplasmose'

protozoário Toxoplasma gondii
Doença é transmitida de mãe para o filho
Um estudo conduzido por uma equipe internacional de pesquisadores sugere que crianças brasileiras são mais vulneráveis à toxoplasmose do que as européias.

Pesquisadores, da Áustria, Brasil, Dinamarca, França, Itália, Polônia, Suécia e Grã-Bretanha, testaram os malefícios que a doença pode causar à visão de crianças do nascimento aos quatro anos de idade.

Os autores do estudo acreditam que as crianças brasileiras apresentem sintomas mais agressivos que porque o país abriga tipos mais virulentos do protozoário, raramente encontrados na Europa .

A toxoplasmose é causada pelo protozoário Toxoplasma gondii e pode ser transmitida da mãe para o feto, mas não de pessoa para pessoa.

A doença é contraída a partir da ingestão de água ou alimentos mal cozidos ou crus que contenham ovos do protozoário.

A infecção pode causar lesões no olho que afetam a visão.

Visão comprometida

Na pesquisa, coordenada por Ruth Gilbert, do Instituto da Saúde Infantil, do University College London, crianças com toxoplasmose congênita, isto é, que haviam contraído a doença ainda no útero, foram acompanhadas a partir da gestação ou logo após o parto.

O grupo descobriu que, no Brasil, as crianças tinham até cinco vezes mais chances de desenvolver lesões oculares aos 4 anos do que as européias.

Além de mais freqüentes, as lesões também eram mais sérias, comprometendo a visão de até 87% das crianças brasileiras analisadas, em comparação com 29% das européias.

Estudos anteriores já haviam constatado complicações mais severas entre crianças brasileiras com toxoplasmose do que entre as européias ou americanas.

O trabalho foi publicado na revista especializada PLoS Neglected Tropical Diseases.

Refrigerantes: Um Problema para os Dentes

Nas diversas regiões do Brasil, as pessoas usam palavras diferentes para identificar um refresco adocicado e gaseificado — o refrigerante. Porém, não importa o nome que se use, trata-se de algo que pode provocar sérios problemas de saúde bucal.

Os refrigerantes destacam-se como uma das fontes mais importantes de cárie dental presentes na dieta, atingindo pessoas de todas as idades. Ácidos e subprodutos acidíferos do açúcar presente nos refrigerantes desmineralizam o esmalte dental, contribuindo para a formação das cáries. Em casos extremos, o esmalte desmineralizado combinado com escovação inadequada, bruxismo (hábito de ranger os dentes) ou outros fatores pode levar à perda dental.

Bebidas sem açúcar, que respondem por apenas 14 porcento do consumo total de refrigerantes, são menos prejudiciais1. Entretanto, elas são acidíferas e têm potencial para causar problemas.

Está-se Bebendo Cada Vez Mais
O consumo de refrigerantes nos Estados Unidos aumentou drasticamente em todos os grupos demográficos, especialmente entre crianças e adolescentes. O problema é tão grave que autoridades de saúde como a American Academy of Pediatrics começou a alertar sobre os perigos.

Quantas crianças em idade escolar bebem refrigerantes? Estimativas variam de uma em cada duas à quatro em cada cinco consumindo pelo menos um refrigerante por dia. Pelo menos uma em cada cinco crianças consome um mínimo de quatro porções por dia.2

Alguns adolescentes chegam a beber 12 refrigerantes por dia.3

Porções maiores agravam o problema. De 180 ml na década de 80, o tamanho do refrigerante aumentou para 570 ml na década de 90.

Crianças e adolescentes não são as únicas pessoas em risco. O consumo prolongado de refrigerantes tem um efeito cumulativo no esmalte dental. Conforme as pessoas vivem mais, mais pessoas terão probabilidade de apresentar problemas.

O Que Fazer
Crianças, adolescentes e adultos podem se beneficiar com a redução do número de refrigerantes que consomem, e também com as terapias bucais disponíveis. Eis algumas medidas que você pode tomar:

* Substitua o refrigerante por bebidas diferentes: Tenha na geladeira bebidas que contenham menos açúcar e ácido, como água, leite e suco de fruta 100% natural. Ingira essas bebidas e estimule seus filhos a fazer o mesmo.
* Enxágüe a boca com água: Depois de consumir um refrigerante, faça um bochecho com água para remover vestígios da bebida que possam prolongar o tempo que o esmalte fica exposto aos ácidos.
* Use creme dental e solução para bochecho com flúor: O flúor reduz as cáries e fortalece o esmalte dental, portanto escove com um creme dental que contenha flúor, como o Colgate Total® 12. Fazer bochechos com uma solução com flúor também pode ajudar. Seu dentista pode recomendar um enxaguatório bucal que você compra na farmácia ou supermercado ou prescrever um mais concentrado dependendo da gravidade do seu problema. Ele também pode prescrever um creme dental com maior concentração de flúor.
* Faça aplicação de flúor com o profissional: Seu dentista pode aplicar flúor na forma de espuma, gel ou solução. Os refrigerantes são implacáveis com seus dentes. Reduzindo a quantidade que você ingere, praticando uma boa higiene bucal e buscando ajuda com seu dentista e higienista, você pode neutralizar seus efeitos e usufruir de uma saúde bucal melhor.

1 Harnack L, Stang J, Story M. Soft drink consumption among US children and adolescents: Nutritional consequences. Journal of the American Dietetic Association 1999;99:436-444.
2 Gleason P, Suitor C. Children s diets in the mid 1990s: Dietary intake and its relationship with school meal participation. Alexandria, VA: US Department of Agriculture, Food and Nutrition Service, Office of Analysis, Nutrition and Evaluation;2001.
3 Brimacombe C. The effect of extensive consumption of soda pop on the permanent dentition: A case report. Northwest Dentistry 2001;80:23-25.